Pode ser a qualquer hora ou em qualquer dia, só não pode ser um qualquer.
Um amor que me traga paz e desespero na mesma proporção que é pra eu me sentir viva.
Um amor, sobretudo companheiro, para me fazer dançar e rir até os pés e a boca doerem.
Um amor pra beijar com os olhos fechados (assim dá pra eu espiar de vez em quando). E ninguém me peça pra amar com os olhos abertos!
Que ele não more debaixo da saia da mãe, mas que a respeite acima de tudo (um homem que não trata bem a mãe, não trata bem uma mulher).
Um amor que me leve pra conhecer o mundo sem esquecer o preço do feijão.
Que inspire confiança, tenha cheiro de lavanda e deixe a barba por fazer.
Um amor com opinião própria, que não me deixe brincar e colocar de lado feito aquela boneca velha que eu arranquei a cabeça.
Que seja meio torto, meio bobo, meio insano, mas que seja inteiro pra mim.
Um amor pra ser lembrando em todas as músicas.
Um amor amigo. Que se encontre e se perca no meu abraço.
Um amor que seja amor. Um amor que seja.
